quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Abelha Iraí - Nannotrigona Testaceicornis

Nannotrigona testaceicornis testaceicornis (Lepeletier) e Nannotrigona testaceicornis punctata (Smith).
Esta abelha é uma espécie de meliponíneo bastante comum, no Brasil é conhecida por diversos nomes, Irai, Camuengo, Mombuquinha, Jataí Preto, o nome mais usado é Iraí, que quer dizer abelha pequena, se estabelece onde quer que se encontre ocos, em arvores, moirões de cerca, paredões de pedra, é muito comum nas cidades. Vive do norte Paraná ao México, a forma punctata ocorre no Maranhão e mais acima.

Canudo de entrada da iraí


A entrada é um tubo geralmente curto feito com cerume pardo ou escuro, esta espécie não produz cera branca ou clara, o tubo é fechado à noite, os potes são pequenos medindo cerca 1,5cm de altura, os favos de cria são quase sempre helicoidais, mas as vezes também existem favos horizontais, faz células reais, o invólucro que protege os favos de cria é bastante desenvolvido. Essa espécie pode ser distinguida dos outros meliponíneos por apresentar na periferia dos ninhos, muitas lamelas ou membranas de cerume espesso, escuro, endurecido e quebradiço, contendo provavelmente muito própolis, essas membranas formam túneis e passagens usados pelas abelhas, outra caracteristica dessa espécie é que raramente utiliza o oco inteiro, quase sempre uma parte da cavidade é isolada da zona ocupada, por meio de um batume de cerume, a principio esse batume é fino, mas com o tempo ele vai sendo engrossado , tornando-se duro. Essa abelha não possue grandes depósitos de própolis, embora utilize essa substância nos seus trabalhos,  no batume e na calafetação usa o própolis e cerume, esse material é menos viscoso que o das outras espécies.

          Disco de cria da Abelha iraí

 As colônias tem uma população estimada de 2.000 a 3.000 habitantes, são abelhas inteiramente mansas, jamais agride o meliponicultor, tornando dessa maneira muito fácil a sua criação, é uma espécie sensível ao frio intenso, é muito trabalhoso efetuar a transferência para caixa racional, pois as abelhas se escondem nos labirintos de cerume duro, o mel é muito saboroso, essa espécie produz cerca de 300gr/ano, não sendo viável para fins produtivos, compensando ter essa espécie para fins de polinização e para preservação da espécie.


Ref. Criação de Abelhas Indígenas sem ferrão.
Paulo Nogueira Neto - 1970.
Edit. Tecnapis.

4 comentários:

Abelhas do Sabugi - PB disse...

parabéns pelo blog.
sao muito bonitas essas colméias decoradas. meliponicultura tambem e arte. rs
boa sorte amigo.

atenciosamente:
Isaac Soares de Medeiros
http://abelhasdosabugi.blogspot.com/

meliponariocoracaodemelicultor disse...

Rivan disse meliponariocoracaodemelicutor o que eu não consigo entender é essas caixas vertical com ninho em baixo quem inventou parece que nunca tirou uma abelha no mato primeiro ninho saburá e mel essas caixas só presta pra se perder abelha.

antonio sidney elias disse...

ola parabéns eu só uso caixas vertical facilita o manejo, deixei de usar caixas horizontal a muito tempo elas judia muito das crias na transferínica de caixa e na divisão de enxame. um abraço

Fabiano disse...

Primeiramente peço licença para postar no site do amigo!

Boa noite amigos meliponicultores, vendo mudas de Mutre(Aloysia Virgata). Ótima pastagem para as ASF, feitas através de sementes, pois crescem mais forte que as feitas por estacas, caso tenham interesse entrar em contato através do e-mail fpontes14@hotmail.com



Um forte abraço a todos.



Boa noite.